terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Foi nesse devagar

Foi nesse devagar de bruma cansada dezembria.
O vapor do mar e o fumo do frio iam embebendo o céu e as nuvens.
Saiu à rua para engolir o último cheiro da noite, para passear os últimos risos e cores, para se comprar desesperadamente o último pingo dos seus sonhos.
Da Rua Augusta estendeu o seu olhar no Castelo iluminado, para pôr a secar a sua lembrança náufraga, atirada ao vaivém por um golpe de ventania.
A recordação congelou a noite de Lisboa eternamente e, no bafo do gelo, ficou escrita para sempre essa saudade que despede os marinheiros da nostalgia.
Javier Carmona
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Festa de Natal

Decorreu na passada quinta-feira, dia 17 de Dezembro, na sede de Villanueva de la Serena a tradicional Festa de Natal. Uma actividade que ano após ano tem vindo a revelar-se como uma das mais atraentes para professores, alunos e demais elementos da comunidade educativa.
Este ano, contou-se com a novidade do concurso de postais e ainda com a degustação de bolos típicos da quadra natalícia elaborados por alunos e professores. Já no apartado vilhancicos, apesar deste ano não haver propriamente concurso, ficou patente - mais uma vez - o entusiasmo dos alunos de português no momento da interpretação da sua música de Natal o que lhes valeu o clamoroso reconheciemnto de todos os presentes. PARABÉNS!
Note-se ainda, que a Festa de Natal será realizada também nas instalações de Don Benito já na próxima segunda-feira, dia 21 de Dezembro, a partir das 18h00.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

2ºA - Mar Português

1. Leia o poema com atenção.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu
.

Fernando Pessoa in Mensagem

2. Comente todos e cada um dos versos apontando para o seu significado e as suas implicações com tudo o que diz respeito à poesia pessoana. Não esqueça as conotações ocultistas, o mito sebastianista, as profecias do Bandarra nem Os Lusíadas pois é aqui que reside grande parte de toda a simbologia referida no poema.

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1ºI - Gonçalo Annes Bandarra

1. Leia o texto com atenção.
Em Trancoso nasceu este homem simples, num ano qualquer da graça de Nosso Senhor, presumindo-se nos inícios do séc. XVI ou mesmo em 1500. De seu nome Gonçalo Anes, Bandarra por alcunha, não era sujeito despido de letras e teria nascido em berço rico ou provavelmente remediado. Perdida a fortuna em ignotas empreitadas (de que a alcunha é evidência), para acudir à sua pobreza tomou o ofício de sapateiro de correia, o que quer dizer que fabricava calçado e o remendava quando solicitado. Da figura deste “Nostradamus” português, possuímos uma gravura do séc. XVII, publicada na primeira edição de 1603, desenhada por autor desconhecido para o rosto da primeira edição levada ao prelo por D. João de Castro. Conhece-se a assinatura do profeta nos autos do Santo Ofício e por esta finada instituição de martírio todos os passos do sapateiro entre 1538 e 1541.
E em 1531, já conhecido como áugure e poeta, surgiu em Lisboa, onde se aboletou em casa de um livreiro judeu, de nome João de Bilbis. Nessa passagem a sua fama ia adquirindo perplexidades entre os judeus ou cristãos-novos. Seis anos depois, o manuscrito foi copiado por Heitor Lopes, tosador em Trancoso. No ano de 1538, de novo em Lisboa, as cópias surgiam já por toda a parte. Na capital, a população judaica alvoroçava-se com a vinda do Messias e, à sua maneira, interpretava as coplas do profeta. A obra tornou-se um deslumbramento e um alvoroço se formou no País, de tal modo que desencantou os ouvidos, sempre atentos, da Inquisição e ia tornar-se uma dor de cabeça para o autor. Acusavam-no, entre outras coisas, de “ser amigo de novidades e com elas causar alvoroço em cristãos-novos”.
Assim foi que um tal Afonso de Medina, comissário do Santo Ofício, achou que as profecias alvoroçavam muita gente. Em consequência, Bandarra foi preso em Trancoso e remetido para as casas do despacho da Santa Inquisição, em Lisboa, onde ficou encarcerado. Durante o processo e os interrogatórios não ficou provada a ascendência judaica do sapateiro profeta (e porventura não a teria mesmo). Entrou, pois, como era de etiqueta, na procissão de um auto de fé, celebrado em Lisboa nos paços reais da Ribeira, a 23 de Outubro de 1541.
No auto que lhe foi lido, estando ele a penitenciar-se em pé com círio amarelo em punho, a determinado passo ficou a proibição: “que daqui por diante se não entremeta mais a responder nem escrever em nenhuma cousa da Sagrada Escritura, nem tenha nenhuns livros da mesma...”
Com a sua veia profética, Bandarra não conseguiu receber, para além de uma boa carga de dissabores, um único tostão. Regressou o pobre Gonçalo Anes Bandarra a Trancoso, onde se agasalhou até à morte, a qual terá ocorrido em 1545, por tal data ter sido mandada lavrar, por D. Álvaro de Abranches, no seu túmulo, do lado da Epístola, na igreja de São Pedro. Lá podem ler:
Aqui jaz Gonçaliannes Bandarra natural desta Vila que profetizou a restauração deste Reino, e que havia de ser no ano de seiscentos e quarenta por el-rei D. João o quarto nosso Senhor, que hoje reina, faleceu na era de mil e quinhentos, e quarenta e cinco. Esta sepultura mandou fazer D. Álvaro de Abranches sendo general da província da Beira, e se acabou governando nela as armas João de Saldanha de Sousa a vinte e oito de Fevereiro de mil seiscentos e quarenta e dois.
Fonte: http://santoscosta.com (Adaptado)
2. Defina os seguintes termos.
- Berço.
- Ignoto.
- Empreitada.
- Finado.
- Prelo.
- Áugure.
- Aboletar.
- Tosador.
- Agasalhar.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- O qué é que significa que o Bandarra "não era sujeito despido de letras"?
- Que facto vem a justificar a alcunha do sapateiro?
- Qual foi a repercusão das Trovas?
- Além de grande popularidade, a divulgação das Trovas causou-lhe também...
- Qual foi a sentença à que o sapateiro foi condenado?
- Resultou toda esta movimentação nalgum lucro para o poeta?
4. No texto aparce a flexão plural do susbtantivo composto cristão-novo. Faça agora o plural dos seguintes substantivos compostos.
- Água-de-colónia.
- Guarda-sol.
- Pisa-papéis.
- Pisca-pisca.
- Alto-forno.
- Passatempo.
- Malmequer.
- Pão-de-ló.
- Mula-sem-cabeça.
- Tenente-coronel.
- Água-marinha.
5. Comente o seguinte trecho.
O verdadeiro patrono do nosso País é esse sapateiro Bandarra. Abandonemos Fátima por Trancoso. Esse humilde sapateiro de Trancoso é um dos mestres da nossa alma nacional, uma das razões de ser da nossa independência, um dos impulsionadores do nosso sentimento imperial. Esse Bandarra é a voz do Povo português, gritando, por cima da defecção dos nobres e dos clérigos, por cima da indiferença dos cautos e dos incautos, a existência sagrada de Portugal.
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2NB - As raízes do mito

1. Leia o texto com atenção.
Durante grande parte da baixa idade média a Europa viu-se afundada em crises, são sucessivas ondas de fome, peste e guerras que se manifestam, sobretudo, nos séculos XIV e XV, assim se vê um fortalecimento e reaparecimento de muitos mitos. Como se não bastasse desde o século XIII seguem-se diversos levantamentos populares em várias regiões como Flandres, Toulouse, Kent, Paris, Gand, bancos italianos vão a falência, o preço dos cereais caem, há uma ausência de metais preciosos essenciais para o comércio e caem consequentemente as arrecadações de impostos, tudo isto leva a um êxodo urbano quase que generalizado. Esta situação de desespero leva as populações a buscar explicações e soluções divinas para a crise, assim encontra o messianismo e o milenarismo espaço para crescer. Dado que atesta esta relação entre crise e escatologia é o de que não há evidências de surtos desta natureza na Europa antes do final do século XI.
Este clima de incerteza e medo permeia quase toda a baixa idade média e avança sobre a idade moderna, o descobrimento da América em 1492 causa uma verdadeira revolução no imaginário europeu, a terra não se resume mais às regiões da Europa, Ásia e África, este novo território necessita de uma explicação divina, talvez seja o paraíso, talvez seja o prenúncio do juízo final já que o último rincão da terra havia sido conquistado pelo cristianismo.
Em Portugal cresce durante todo o século XIV as lendas em torno da figura de D. Afonso Henriques e a batalha de Ourique, assumindo cada vez mais um caráter divino, isto não é um acidente, mas fruto de uma tentativa de divinizar a monarquia portuguesa, não tanto quanto os “Reis Taumaturgos”, mas ainda dentro deste sentido, assim Portugal é o reino escolhido por Deus para comandar a cristandade em direcção a um novo tempo.
Portugal do início do século XVI já não apresentava a mesma vitalidade que havia lhe proporcionado o papel de vanguarda do século anterior, uma decadência econômica se instala obrigando até mesmo a abandonar antigas possessões na África, se isto já não bastasse para abalar o imaginário dos portugueses a política de casamentos com a coroa de Castela e a unificação do trono espanhol deixa Portugal em uma constante situação de risco para sua independência. Este mesmo Portugal mantém traços da medievalidade como o espírito cruzadístico e a identificação de um “Rei cavaleiro” convivendo com práticas modernas do antigo regime, desta forma o desejo de retomar as possessões africanas e recuperar a glória do passado manuelino, a exortação à guerra e o espírito de cruzada se juntam formando uma “mistura explosiva” que será a tónica do reinado do desejado. Ainda neste período há um crescimento considerável da circulação de livros impressos e de versões populares da Bíblia o que favorece a livre interpretação já referida.
Enfim o mito que futuramente se tornaria o sebastianismo encontra o elemento que faltava, um sapateiro que colocasse no papel as idéias e as difundisse em um meio predisposto a aceitá-las. Gonçalo Annes, o Bandarra, representante da “cultura artesã apocalíptica” descrita por Jacqueline Hermann, é o elemento responsável pela transição e transmissão na esfera popular do messianismo, transitando entre cristãos novos e velhos o ilustre sapateiro assimila diversos elementos de ambas culturas para redigir as suas Trovas, ao fazê-lo também cumpre o papel de intermediador entre o oral e o escrito, o que antes era cultura oral passa a existir na forma escrita , ou seja Bandarra é o grande mediador entre dois mundos: o cristão-novo e o cristão-velho, o oral e o escrito, o popular e o erudito. Nas suas Trovas Bandarra fala sobre três temas, a sociedade e a hierarquia quebrada, a esperança de um novo mundo e a atribuição a um rei português a missão salvadora e é este texto que circula entre o povo que tem o sapateiro como “profeta”.
Rodrigo Silva, As raízes do sebastianismo (Adaptado)
2. Defina os seguintes termos.
- Levantes.
- Falência.
- Atestar.
- Permear.
- Arrecadação.
- Abalar.
- Surto.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- Que contexto socioeconómico favoreceu o aparecimento dos mitos medievais?
- Que explicações se atribuíram ao descobrimento da América em 1492?
- À figura de D. Afonso Henriques e à batalha de Ourique é-lhes atribuído um caráter divino. Porquê?
- Que mudanças se verificam no Portugal do início do século XVI?
- Apesar dessas mudanças o país vem alastrando uma série de crenças que lhe abismam o pensamento. Quais?
4. No texto encontramos substantivos como direcção, atribuição e possessão que derivam de diferentes verbos. Sabendo isto, procure os verbos e os particípios decorrentes dos seguintes substantivos.
- Direcção.
- Atribuição.
- Possessão.
- Levantamento.
- Transmissão.
- Hierarquia.
- Transição.
- Revolução.
- Independência.
- Casamento.
5. As Trovas do Bandarra supuseram uma autêntica revolução aquando do seu aparecimento. Pensa que seria possível no dia de hoje acontecer algo parecido? Justifique a sua por extenso.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cultura Portuguesa no CPR

Com o objectivo de aproximar a literatura, a historia, a música, o cinema e a arte portuguesa o Centro de Professores e Recursos de Dom Benito tem organizado as I Jornadas de Cultura Portuguesa. Esta iniciativa pretende contribuir para o desenvolvimento e consolidação das línguas estrangeiras, perpectivando nesta ocasião uma especial atenção à língua portuguesa.
Os interessados deverão efectuar a sua inscrição através da paltaforma EDUCAREX.
PROGRAMA
9 de Dezembro
◙ Dr. MIGUEL METELO SEIXAS. Professor da Universidade Lusíada de Lisboa. História de Portugal, uma visão panorâmica.
◙ Dra. ISABEL CORREA DA SILVA. Investigadora do Instituto Universitário de Lisboa. A historiografia portuguesa contemporânea.
10 de Dezembro
◙ Dra. LUÍSA ESPECIAL. Investigadora. Doutoranda em Sociologia da Arte. Instituto Universitário de Lisboa. Os novos espaços de exposição da arte contemporânea em Portugal.
◙ Dra. TERESA FERREIRA. Leitora do Instituto Camões na Universidade da Extremadura. Um olhar sobre a nova literatura portuguesa.
11 de Dezembro
◙ Dr. RICARDO BRITES. Assistente lingüístico da Escola Oficial de Idiomas de Cáceres e do IES Hernández Pacheco. Histórias do cinema.
◙ Dr. MARCOS ANTÓNIO RODRÍGUEZ PIRIS. Professor de português da Escola Oficial de Idiomas de Villanueva de la Serena. Um passeio pela música portuguesa.
◙ Sr. JOSÉ LÓPEZ SANTANA. Cantautor. A poesia e o canto.
As actividades terão lugar no CPR de Dom Benito das 17h00 às 20h00.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Coroação de Dom João IV

1908, óleo sobre tela, 325 x 285 cm
Sala da Restauração do Museu Militar de Lisboa

Quadro de Veloso Salgado (1864-1945), representando a aclamação d'el-rei D. João IV no Terreiro do Paço, tendo o Tejo como fundo, e os chefes da conspiração em frente do novo rei.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Jantar do "Frango Pica No Chão"

Segundo reza a História, os estudantes da cidade de Braga no dia 1º de Dezembro de 1640, com o intuito de comemorar a restauração da independência e a ascensão ao trono d'el-Rei Dom João IV, sairam à rua. No meio da folia, estes jovens assaltaram galinheiros e celebraram o acontecimento bebendo e comendo um prato típico chamado "Frango Pica No Chão". A tradição do jantar do 1.º de Dezembro é ainda hoje seguida pelos estudantes da cidade.
Deste jeito, ora sem roubos nem falcatruas a capoeiras alheias, o Departamento de Português da Escola Oficial de Idiomas de Villanueva de la Serena - Don Benito, tem agendado para a próxima terça-feira, dia 1 de Dezembro, um jantar de curso e confreternização com todos os que dele fazem parte.
♦ Local: Restaurante Maragato de Don Benito.
♦ Hora: A partir das 22h00.
Confirmem a vossa assistência até segunda-feira através deste espaço, por mail ou junto do vosso professor.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Conferência - 1º Dezembro

Na sequência das comemorações do 1º de Dezembro, Dia da Restauração, o Departamento de Português da Escola Oficial de Idiomas de Villanueva de la Serena - Dom Benito programou uma conferência que tem por tema o interregno entre 1580 e 1640, altura em que os dois estados ibéricos, embora independentes, se uniram sob uma mesma coroa.
La Historia Compartida: El Portugal de Los Felipes é o título da conferência com que o catedrático de História da Universidade da Extremadura, Prof. Miguel Ángel Melón Jiménez, tentará esclarecer e aproximar um dos períodos mais apaixonantes e decisivos da história peninsular.
A actividade dará início às 17h30.
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XX Edição de FEHISPOR

O Presidente de la Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, inaugurará no próxima quinta-feira, dia 26 de Noviembro, pelas 12h00, uma nova edição da Feira Hispano Portuguesa (FEHISPOR) que terá lugar nas instalações da Instituição Ferial de Badajoz (IFEBA) até o domingo dia 29 de Novembro. Na cerimónia de inauguração marcarão presença também o Presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Miguel Celdrán; o Embaixador de Portugal em Madrid, Álvaro de Mendonça e Moura; o Embaixador de Espanha em Lisboa, Alberto Navarro González; e o Presidente da Diputação Provincial de Badajoz, Valentín Cortés Cabanillas, entre outras autoridades.
FEHISPOR, com uma trajectória de 20 anos, é a exposição multissectorial mais importante dos mercados espanhol e português. Com motivo desta celebração, apresenta-se um programa com música, gastronomia, seminários, arte e uma exposição intitulada "12 trajes para Ibéria" realizada por criadores de moda dos dois países.

Horários: Quinta e sexta-feira de 12h00 a 21h00. Sábado e domingo de 11h00 a 21h00.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

I Semana Hispano-Lusa

Foi em ambiente de festa que concluiu na passada sexta-feira, dia 13 de Novembro, a I Semana Hispano-Lusa nas Veigas Altas. Uma semana cheia de actividades que aproximaram a popularação do leste do distrito de Badajoz à língua e à cultura portuguesas.
Tudo começou na segunda-feira, dia 9 de Novembro, com a inauguração da exposição Aldeia da Luz. Exposição de fotografias que conta com um total de 50 peças e que foi gentilmente cedida pelo Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta da Extremadura.
Para a terça-feira, dia 10 de Novembro, estava agendada a projecção de um filme português em versão original. A afluência de público foi tal que houve de recorrer a uma sala bem maior da inicialmente prevista para que todos os assistentes pudessem desfrutar de um filme que acabou por agradar a todos suscitando muitos e variados comentários no final da sessão. Destaque merece também a apresentação feita pela Profª. Inma Guillén que lhe valeu o reconhecimento dos presentes.
Um dos "pratos" fortes da semana estava destinado para a tarde de quarta-feira, dia 11 Novembro. E eis que a aula de cozinha portuguesa tinha suscitado tamanho interesse que a organização teve de se esforçar sobremaneira na preparação desta actividade visto que as tecnologias nem sempre acompanham como deviam. Afinal, o auditório do centro educativo ficou à cunha para acompanhar o nosso chef Luís Arguelles que numa magistral aula de cozinha deu conta das maneiras e procedimentos para aleaborar uns deliciosos pastéis de nata. Parabéns ao Luís! Seguiu-se uma desgutação de café e pastéis de nata que pôs o ponto e final a uma tarde muito bem passada.
Na quinta-feira, dia 12 de Novembro, foi a vez de relembrar da história com uma conferência a cargo do Prof. José Maria Gallardo que fez uma revisão daquilo que tinha sido o início do século XX português e as suas implicações para o desenrolar da história espanhola e vice-versa. Ao longo de toda a tarde de quinta-feira esteve presente um extensíssima exposição de livros portugueses tradiza pelo Centro Integral de Cultura Portuguesa Rainha Dona Amélia. Deste modo, alunos, professores e outros curiosos puderam conhecer algumas das novidades literáriasdo país vizinho assim como engrossar o seu acervo bilbiográfico.
A última das actividades que faziam parte desta I Semana Hispano-Lusa nas Veigas Altas estava agendada para a sexta-feira. Um concerto oferecido pela fadista extremenha Rosário Solano. Muitos eram os aliciantes que este concerto encerrava pois além de a artista não ser portuguesa era, ainda por cima, natural de Miajadas, povoação situada a escassos 30 quilómetros de Villanueva de la Serena. Através de músicas conhecidas e outras que o eram menos, o trio fadista percorreu os repertórios dos mais importantes fadistas portugueses o que permitiu conhecer ou redescobrir Amália, Mariza, Dulce Pontes, Carminho entre outros. Para o final do espectáculo aguardava uma surpresa: a interpretação do fado Uma casa portuguesa, música esta que não faz parte do repertório da Rosário mas que aceitara em boa hora o desafio de a preparar em exclusivo para este concerto.
E foi assim, ao som das palmas e os acordes de Uma casa portuguesa que pusemos o ponto e final a uma semana cheia de bons momentos onde Portugual esteve um pouco mais perto.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

I Semana Hispano-Lusa

PROGRAMA
Segunda-feira, 9 de Novembro
11h00
Inauguração da exposição Aldeia da Luz.
Local: Salão de exposições da Universidade Popular.
Terça-feira, 10 de Novembro
18h00
Sessão de cinema português em versão original.
Local: Sala multimídia da Escola Oficial de Idiomas.
Quarta-feira, 11 de Novembro
18h00
Aula prática de cozinha portuguesa por videoconferência a cargo do chef Luís Arguelles e posterior degustação de doces portugueses.
Local: Universidade Popular.
Quinta-feira, 12 de Novembro
16h00-21h00
Exposição de livros portugueses do Centro Integral de Cultura Portuguesa Raínha Dona Amélia.
Local: Escola Oficial de Idiomas
18h00
Conferência: História peninsular do século XX. Uma perspectiva comum.
Local: Escola Oficial de Idiomas.
Sexta-feira, 13 de Novembro
21h00
Concerto de fado a cargo da fadista extremenha Rosário Solano.
Local: Cine-Teatro Las Vegas.
De 9 a 15 de Novembro
Semana gastronómica Portugal à mesa nos estabelecimentos colaboradores.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

EOI Villanueva En la Raya

Será já no próximo Domingo, dia 8 de Novembro pelas 21h45, que o programa En la Raya do Canal Extremadura emitirá uma reportagem sobre o ensino do português longe da zona fronteiriça. Reportagem esta onde, como sabem, participou a nossa escola.
Estejam todos atentos à televisão para verem se saem bonit@s.
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I Semana Hipano-Lusa

Foi apresentada hoje, em conferência de imprensa realizada na Câmara Municipal de Villanueva de la Serena, a I Semana Hipano-Lusa das Vegas Altas. Uma actividade fruto da parceria entre a CM de Vva. de la Serena e o Departamento de Português da Escola Oficial de Idiomas da mesma localidade, que conta ainda com o patrocínio do Gabinete de iniciativas Transfronteiriças da Junta de Extremadura.
No acto de apresentação estiveram presentes os diversos agentes envolvidos no projecto. O vereador Juan Antonio Vicioso, responsável pelo pelouro de Coperação Internacional e ONGs destacou “o esforço que desde a autarquia se tem feito para avançar com uma iniciativa desta natureza”. Por seu lado, o director da Escola Oficial de Idiomas, Alan Smith, referiu a “importância que estas actividades têm para a divulgação da língua e da cultura portuguesas mais além da raia”.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

2NB - A lenda da Coca

1. Leia o texto com atenção.
Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão. A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer otemível dragão.
O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.
Esta tradição, que representa a supremacia do Bem sobre o Mal, encontra-se intimamente ligada às lutas travadas pela soberania nacional, sendo notória a utilização dos símbolos portugueses por parte de S. Jorge. Com efeito, este culto foi introduzido no nosso país pelos cruzados que vieram combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. A sua invocação em forma de grito de guerra começou, contudo, durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objectivo demarcar-se da invocação de S. Tiago que era feita pelos exércitos leoneses. Mas foi, sobretudo, a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.
O culto a S. Jorge que ainda se pratica em Portugal e cuja festa da coca que se realiza em Monção constitui um exemplo do seu cunho popular, possui as suas origens em antigas tradições da Síria segundo as quais, S. Jorge foi um valente soldado da Palestina que, por ter confessado a sua fé cristã, veio a ser feito mártir.
Fonte: www.raizesportugal.com.br (adaptado)

2. Defina os seguintes termos e faça uma frase para exemplificar o seu significado.
- Bojo.
- Braçada.
- Castrense.
- Encalçar.
- Estardalhaço.
- Rodízio.
- Travar.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- Qual é a origem do nome “Deu-La-Deu”? Qual será o seu significado?
- Alguma vez a coca vence o seu oponente? Justifique.
- Onde leva a besta os amuletos que são origem da sua magna força?
- Muitas lendas foram aproveitadas para outros fins além do de educar e promover valores. Que proveito se tirou desta?
- Afinal, esta é uma lenda galega, portuguesa ou síria?
4. Sabemos que o masculino de cristã é cristão. Reconheça agora a forma feminina de:
- Aldeão.
- Cidadão.
- Ermitão.
- Hortelão.
- Leitão.
- Patrão.
5. Redija um texto explicando brevemente alguma tradição religiosa própria do seu lugar.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

1ºNI - A maldição Guttman

1. Leia o texto com atenção.
A Alemanha invadiu a Hungria durante a Segunda Guerra Mundial e nunca ninguém soube o que se passou com o húngaro/judeu Bela Guttmann nesse período. Uns dizem que se refugiou num hospital em Zurique, outros que se escondeu em Paris. Se assim fosse, poderia muito bem ser uma personagem da série cómica inglesa "Allô, Allô", que se passava naqueles conturbados tempos, a dizer: "Ouçam com muita atenção, só vou dizer isto uma vez."
Mas não. Bela Guttmann não é Michelle Dubois (que dizia a frase), nem pertenceu à Resistência francesa. Foi, isso sim, internacional húngaro nos anos 20 (um golo em quatro internacionalizações) e treinador visionário entre 1932 (Hakoah Viena) e 1974 (FC Porto). E foi há 47 anos que soltou a famosa frase, transformada em maldição.
"Nem daqui a cem anos uma equipa portuguesa será bicampeã europeia e o Benfica sem mim jamais ganhará uma Taça dos Campeões", disse depois de ajudar o Benfica a conquistar a segunda Taça dos Campeões seguida.
Era uma vez... O FC Porto foi a sua porta de entrada em Portugal. Conquistado o campeonato nacional em 1959, assinou pelo Benfica, com exigências impensáveis: 400 contos líquidos por ano, 150 pelo título nacional, 50 pela Taça de Portugal e 200 pela Taça dos Campeões. "200 não!" Um dirigente bem-disposto e nada crente encorajou-o a subir a parada para 300 e foi o que se viu. Bicampeão europeu - 1961 (3-2 ao Barcelona) e 1962 (5-3 ao Real Madrid) - e, sozinho, Guttmann recebeu mais que toda a equipa junta.
Bela foi então recebido por Américo Tomás (Presidente da República) e Oliveira Salazar (presidente do Conselho de Ministros) e feito comendador, tal como os jogadores. Foi há 47 anos. À saída de São Bento, virou--se para Fezas Vital, o presidente do Benfica, e segredou-lhe que se iria demitir: "Não posso treinar 14 comendattori." Era bluff? Não.
Guttmann saiu mesmo e até deixou a frase maldita no ar. "Nem daqui a cem anos uma equipa portuguesa será bicampeã europeia e o Benfica sem mim jamais ganhará uma Taça dos Campeões" (o FC Porto ganhou duas vezes, em 1987 e 2004, mas bicampeão significa duas vezes seguidas). Sem ele, de facto, o Benfica nunca mais ganhou, apesar de ter estado em mais cinco finais. A última (1990), em Viena, bem perto do cemitério judeu onde Guttmann está sepultado. Na véspera da final com o Milan (1-0, por Rijkaard), Eusébio foi ao túmulo rezar pelo técnico e pedir aos deuses que desfizessem a maldição. Em vão.
Automóveis José Augusto, o elegante extremo-direito desse Benfica bicampeão europeu, gostava do "visionário" Guttmann.
"No seu primeiro treino na Luz, em 1959, só havia três jogadores com carro: o Costa Pereira [guarda-redes], que morava em Alverca, o Artur Santos [defesa-central], que geria um talho na Amadora, e o José Águas [capitão e avançado], que trabalhava num concessionário. Quando regressou à Luz, na segunda passagem, em 1965, já havia 30 automóveis. Ele virou-se para o Caiado [adjunto] e disse-lhe assim: nunca mais seremos campeões europeus? Até agora ninguém o contrariou! Era um visionário. Morava no Chiado e ia de eléctrico para os treinos. Da Luz para casa, ia no meu carro. Era uma óptima companhia."
Allô, allô? Só vou dizer isto uma vez: daqui a 53 anos, voltamos a falar da maldição.
2. Defina os seguintes termos e faça uma frase para exemplificar o seu significado.
- Amadora.
- Avançado.
- Conto.
- Crente.
- Guarda-redes.
- Parada.
- Talho.
3. Responda às seguintes perguntas conforme o texto.
- Poderíamos fazer uma biografia exaustiva da vida de Bella Guttman? Justifique.
- Foi Bela Guttman um jogador decisivo enquanto integrante da seleção húngara?
- Na última final que o SLB disputou um dos seus mais ilustres jogadores apelou à ajuda de...
- Até agora, fez sentido a “maldição Guttman”? Justifique.
4. Assinale a forma masculina/feminina singular/plural de:
- Alemão.
- Bicampeã.
- Guarda-redes.
- Judeu.
- Patrão.
5. Redija um breve texto a modo de comentário desportivo (semelhante aos que ouvimos na rádio) onde descreva uma jogada que acaba em golo. Seja imaginativo, utilize palavras da gíria futebolística e que ganhe o melhor.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sericaia

Ingredientes
♦ Gemas: 6 unidades
♦ Claras: 6unidades
♦ Açúcar: 250 g
♦ Farinha: 150 g
♦ Leite: 0,5 lt
♦ Pau de canela: 1 unidade
♦ Casca de limão: 1unidade
♦ Canela em pó
Confecção
Bater as gemas com o açúcar até obter um creme fofo. Misturar a farinha e juntar o leite pouco a pouco delicadamente. Juntar o pau de canela e a casca do limão. Misturar bem e levar esta mistura a fogo brando até cozer. Quando obter ponto de estrada retirar do lume e deixar arrefecer um pouco. Retirar o pau de canela e o limão. Bater as claras em castelo e adicionar ao creme quando este ainda estiver um pouco morno. Deitar num prato de ir ao forno ás colheradas e polvilhar com canela em pó até o topo ficar todo castanho. Cozer a 200ºC até dobrar o volume e abrir fendas, sensivelmente 15minutos.
Dicas
- Ponto de estrada: ao passar com a colher no fundo do tacho, deverá fazer uma linha homogénea de modo a ver o fundo do tacho. Começará a engrossar.
- É um doce muito tipico da região alentejana, nomeadamente do concelho de Elvas, pelo qual, tradicionalmente é acompanhado pelas famosas ameixas de Elvas.

Para resolver qualquer dúvida, pergunta ou sugestão poderão enviar um e-mail para lucaarguelles@gmail.com

Bom apetite e até á próxima!
Luís Arguelles
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amália - 10 anos de saudade

Há dez anos que "a grande senhora do fado", "a mulher do povo", "a voz de Portugal" nos deixou . Há dez anos que faleceu Amália Rodrigues.
Podiamos publicar aqui alguma das mil e uma notícias sobre as conferências, exposições, lançamento de cd's, peças de teatro e homenagens várias que vieram a léu com o propósito de lembrar X aniversário da morte da cantora.
Mas não.
Pois há lá coisa mais bonita que ser simples sem saber?
Sejamos, então, simples e demos de beber à dor com este poema de José Galhardo musicado por Frederico Valério.

(DONA) Amália

Amália
Quis Deus que fosse o meu nome
Amália
Acho-lhe um jeito engraçado
Bem nosso e popular
Quando oiço alguém gritar
Amália
Canta-me o fado

Amália esta palavra ensinou-me
Amália
Tu tens na vida que amar
São ordens do Senhor
Amália sem amor
Não liga, tens de gostar
E como até morrer
Amar é padecer
Amália chora a cantar!

Amália
Disse-me alguém com ternura
Amália
Da mais bonita maneira
E eu toda coração
Julguei ouvir então
Amália p´la vez primeira

Amália
Andas agora à procura
Amália
Daquele amor mas sem fé
Alguém já mo tirou
Alguém o encontrou
Na rua com a outra ao pé
E a quem lhe fala em mim
Já só responde assim
Amália? Não sei quem é!
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Proclamação da República


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O rei parte para o exílio

Ericeira, 5 de Outubro de 1910
A família real embarcou hoje no iate Amélia com destino a Gibraltal. Houve primeiro o projecto de se dirigir ao Porto, mas o rumo dos acontecimentos, com a revolução plenamente triunfante, alterou esse propósito.
O Governo Britânico disponobilizou o iate real Victoria and Albert para conduzir o rei, a rainha D. Amélia e o infante D. Afonso para Inglaterra.
A rainha D. Maria Pia será conduzida, de Gibraltar para Itália, a bordo de um navio italiano.

In Diário da História de Portugal, José Hermano Sariva e Maria Luisa Guerra
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A República por telégrafo

Lisboa, 5 de Outubro de 1910
A notícia da proclamação da República foi rápidamente transmitida a todo o País. Não houve resistência. As populações aderiram entusiásticamente ao movimento de Lisboa, com toda a normalidade. Constituíram-se comissões municipais electivas republicanas locais e iniciou-se a substituição de símbolos do anterior regime. No Barreiro, a Avenida D. Luís Filipe passa a denominar-se Avenida da República e a Rua Conselheiro Serra e Moura passa a ser Rua Almirante Cândido dos Reis.
No Porto, a aclamação foi triunfal. O vereador mais antigo, Dr. Nunes da Ponte, leu na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declarou «perpetuamente abolida a dinastia de Bragança».
Segundo noticia o Primeiro de Janeiro, «milhares e milhares de pessoas de todas as classes invadiram as salas da Câmara e foram cumprimentar os vereadores, levando em triunfo alguns sargentos e soldados que se encontravam no meio da multidão.
Foi uma manifestação grandiosa, imponentíssima».

In Diário da História de Portugal, José Hermano Saraiva e Maria Luisa Guerra
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chefe Arguelles no FAP

Uma das secções que mais adesão teve no passado ano foi a gastronómica. Com uma regularidade semanal o quinzenal, conforme a disponibilidade, foram publicadas receitas culinárias que fizeram as delícias dos internautas. Esta temporada, como não podia deixar de ser, o FALAR À PORTUGUESA (FAP) retoma essa iniciativa de dar a conhecer a gastronomia portuguesa. Mas agora com uma novidade. Este ano contamos com a ajuda de um dos melhores cozinheiros lusos que, de seguida, passamos a apresentar. Por isso, não percam a oportunidade de experimentar em casa as receitas que irão ser publicadas neste espaço, pois terão também a possibilidade de expor as vossas dúvidas, comentários e sugestões ao nosso chef Luís Arguelles.

Luís Arguelles
De seu nome completo Luís Carlos Leitão Arguelles nasceu na sempre bonita e bem típica vila alentejana de Arronches a 2 de Julho de 1982. Desde cedo revelou interesse pela culinária e, uma vez concluído ensino secundário em 1997, inscreveu-se no curso de Hotelaria e Restauração da Escola Profissional da Região Alentejo de Évora onde sobressaiu como um jovem telentoso e promissor na área da pastelaria.
Em 2003 é contratado como Subchefe de Partida pelo Clube Internacional de Férias de Tróia donde rumará um ano depois para terras algarvias, desenvolvendo, por isso, a tarefa de Subchefe de Partida no São Rafael Suite Hotel de Albufeira desde 2004 a 2007. Nesse mesmo ano de 2007 foi transferido para o Hotel Ritz-Carlton de Sintra. Alí obteve uma formação mais apurada mas, sobretudo, teve a oportunidade de contactar com algumas das mais notáveis figuras da pastelaria mundial o que o levou, um ano depois, até à Itália covertido já em Chefe de Partida do Forte Village Resort de Sardegna.
No mes de Outubro de 2008 entrou a formar parte, na qualidade de Chefe de Pastelaria, da equipa do Alpenhotel Valluga em Zurs am Arlberg (Áustria). Três meses depois, em Janeiro de 2009, encontramo-lo freqüentando o curso Total Quality Management ministrado pela Universidade Cornell em Ithaca (Nova Iorque) e, no mês de Julho, o Pastry Summer Campus na École Nationale Superieure de la Patisserie em Yssingeaux (França).
Na actualidade é professor de Pastelaria na Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada nos Açores.

Para mais informações clique AQUI.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Acetre em concerto

É já no próximo sábado, dia 3 de outubro pelas 21h30, que o Cine-Teatro Las Vegas de Villanueva de la Serena irá ser palco de um mais concerto do conjunto musical oliventino ACETRE. Um evento organizado pela Câmara Municipal de Villanueva de la Serena e cujos benefícios revrterão a favor do Povo Saharaui.
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Toca prá unha

Damos hoje o pontapé de saía a esta nova temporada no nosso blog com uns lindos versos do fado Toca prá unha. Música esta de génese taurina e magistralmente interpretada pela fadista Maria do Rosário Bettencourt que, ousada e modestamente, alterarmos com o resultado seguinte:
Céu dum azul infinito,
Tarde linda, aula à cunha,
O livro é cor de granito,
Campaínha toca p'rá unha...
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Epílogo

Findou o mês de Junho, e com ele o ano académico.
Há já algumas semanas que a agitação própria e propiciada pelos exames e as reclamações e as notas e isto e aquilo e mais o outro alterou o ritmo normalmente acompassado da nossa escola. Eram esses tempos de manjerico, de sardinha assada, de avaliações. Eram, afinal, tempos de sangue na gelra.
Mas hoje, tudo acabou. Hoje demos o pontapé de saída às férias de Verão e toda essa movimentação dos dias precedentes transformou-se num não-stresse que está para durar. Pelo menos até Setembro. Depois, Deus disporá como, aliás, é de costume.
Agora é tempo de agradecimentos:
- A todos os alunos que se inscreveram no curso de português: aos que vieram às aulas pelo seu abnegado esforço e, também, aos que nunca apareceram por não terem chateado o pessoal.
- A todos os professores da escola por aturarem mais do que uma vez as festanças do departamento.
- Aos que comeram castanhas no São Martinho.
- Aos que cantaram o “Natal de Elvas” em versão pimba.
- Aos que declamaram versos dos ilustres peitos lusitanos.
- Aos que lembraram o espírito do 25 de Abril.
- Aos que se emocionaram com os “Refugiados de Barrancos”.
- Aos que bateram palmas com os Vozes da Rádio.
- Aos contribuíram para a luta contra o cancro.
- Aos que conheceram ou reconheceram a Costa Azul.
- Aos que se deliciaram com pastéis de nata, broinhas, línguas de sogra, filhoses, sericaia, baba de camelo, molotov ou travesseiros de Sintra.
- E, sobretudo, a você que em vez de andar na piscina, na praia ou sei lá onde, dedicou-se pacientemente a ler estas linhas.
Muito obrigado a todos.
Até mais ver.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Santos Populares

Junho é o mês dos santos populares. Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29. Sardinha assada, bailes pelas ruas, manjericos e marchas populares: assim é a tradição portuguesa no mês de Junho.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Os Refugiados de Barrancos"

A Casa da Cultura de Villanueva da Serena será palco de mais uma projecção do documentário "Os Refugiados de Barrancos". O documentário, cuja apresentação oficial ocorreu no passado mês de Outubro na fronteiriça vila de Barrancos, será agora projectado na puerta de la serena graças a uma parceria entre a Universidade Popular e a Escola Oficial de Idiomas e ao patrocínio do Exmo. Ayuntamiento. O evento dará início às 20h30 e contará com a presença de Emília Gonzalo, da Associação para a Recuperação da Memória Histórica; Iván Garcia Suances, autor do livro Grupo de Cáceres: fusilados em Medellín; e ainda com a participação do director do documentário, Ángel Hernández. Desde a sua apresentação pública, muitas têm sido as reacções surgidas a propósito deste último trabalho da Produções Mórrimer. Entre elas destaca-se a iniciativa surgida na imprensa regional visando a atribuição da Medalha da Extremadura ao município de Barrancos como reconhecimento a tão solidário e, infelizmente, invulgar gesto para com os seus vizinhos/irmão espanhóis. Pode apoiar esta iniciativa deixando o seu voto aqui.
Refira-se ainda que no final da exibição haverá um Porto de honra para todos os asistentes.
SINOPSE
Setembro de 1936. Os últimos redutos republicanos situados junto à fronteira portuguesa são conquistados pelas tropas do General Franco. Tal como aconteceu em Badajoz e noutras povoações, a repressão desatada é brutal. O apoio do regime salazarista aos sublevados não aconselha a fuga a Portugal, mas, para muitos, esta é a única saída. Com efeito, centenas de pessoas decidem passar a fronteira, perseguidas, de perto, pelos militares revolucionários. O procedimento habitual das autoridades portuguesas é entregá-las aos franquistas, que as fuzilam sem demora. Porém, graças à humanitária intervenção do Comandante da Guarda Fiscal de Safara, Tenente António Augusto de Seixas, cria-se um campo de refugiados perto da localidade de Barrancos para alojar e proteger a este grupo de exilados espanhóis.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Leilão benéfico

A EOI Villanueva de la Serena - Don Benito levará a efeito na próxima quinta-feira, dia 14 de Maio, um leilão benéfico cujos fundos reverterão a favor da Associação Espanhola contra o Cancro (AECC) e da Associação Oncológica Extremeña (AOEX).
Inserido no programa de actividades que a EOI tem organizado na sequência do Dia do Centro, contou desde o início com a colaboração de alunos, professores, editoras, empresas da zona e particulares. Com efeito, foi através das suas doações que se conseguiram angariar bens tão diversos como uma fotografia assinada pelo avançado do Liverpool, Fernando Torres, uma rota a cavalo para duas pessoas, um selo de 1850, computadores, uma esferográfica de ouro ou um par de ténis assinado pelo base dos Toronto Raptors e natural de Villanueva de la Serena, José Manuel Calderón.
De sublinhar ainda, o facto de o leilão assim como o resto de actividades programadas (concerto, concurso gastronómico, karaoke, etc.) dará início às 17h00 e estará aberto a todos aqueles que queiram contribuir para uma boa causa.
Não esqueça: dia 14 pelas 17h00.
VENHA E TRAGA UM AMIGO TAMBÉM!
Para mais informação clique aqui.
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sábado, 9 de maio de 2009

Vozes da Rádio

É já na próxima terça-feira, dia 12 de Maio, que a EOI Villanueva de la Serena - Don Benito irá receber a actuação do quinteto Vozes da Rádio. Um espectáculo inserido na tourné que o conjunto português vai realizar na semana próxima por sete das nove Escolas Oficiais de Idiomas da região. O evento, organizado pelo Centro de Língua Portuguesa de Cáceres-Instituto Camões em colaboração com o Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças e os Departamento de Português das EOIs da Extremadura, começará às 18h00.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

2ºA - Vou-me embora pois então

1. Leia o texto com atenção.
Se o disse há que fazê-lo. Rafael vai ser operário. Já há algum tempo que a cerâmica lhe desperta o interesse.
Nas Caldas da Rainha existe uma antiga tradição na cerâmica, embora as coisas estejam agora um pouco paradas. Ora aqui está mais um desafio. Bom sítio para Rafael fundar uma fábrica.
As peças que cria são inovadoras, embora de inspiração naturalista. Já sei, até parece que o Rafael se acalmou. Mas vocês acham que era agora que isso ia acontecer.... nem pensem. A cerâmica vai também servir para aparecerem tipos característicos da nossa sociedade. E eu, claro que também estou no meio, e exprimindo o que faço com um gesto bem simbólico: o manguito (à portuguesa), a banana (à brasileira). Muitos não me conhecerão de outra forma. É mesmo um brincalhão o meu rapaz. Nem com a idade lhe toma o jeito. Não perde a oportunidade de fazer uma brincadeira.
Ainda noutro dia ao saber que um médico, que em tempos não lhe cobrara consulta apreciava uma peça sua, decidiu enviar-lhe um cão de cerâmica. No bilhete escreveu: “Preguei-lhe o cão!”
Mas se pensam que foi agora que deixou as publicações estão muito enganados. Tinham passado três meses do encerramento do António Maria quando apareceu Os pontos nos ii. Rafael vai estando com um pé nas Caldas, outro em Lisboa. De qualquer forma sempre tem o filho Manuel Augusto no jornal. Este já lhe segue as pisadas.
Olha que esta agora!! Não é que a Inglaterra decidiu meter-se nos nossos assuntos? Diz que temos de tirar as tropas do centro de África - um ultimato!!! É no que dá a história das “velhas amizades”. O que eles querem é acabar com o nosso sonho de criar um grande império. Aqui já não há partidos, que somos todos patriotas... Anda daí Rafael, que temos que estar mais tempo em Lisboa.
Que governo que temos... tanto barulho que se fez e acabaram por ceder aos ingleses. Isto de monárquicos é o que dá. Ai que lá vou eu outra vez.
Lá no Porto, a 31 de Janeiro de 1891 a coisas azedaram. Mas a tentativa falhou. Não que não se tivesse lutado. De qualquer forma ganhamos mais força. Não podemos ficar indiferentes. Fialho de Almeida escreve o artigo “A Glória dos Vencidos” n’Os Pontos nos ii. Pronto! Lá se acaba outro jornal que a censura não é para brincadeiras. Pois que renasça o António Maria por mais alguns anos.
Rafael continua a desenvolver a sua fábrica. Ao lado de peças de cerâmica elaboradas surgem também figuras de costumes.
Chegamos a 1900. Rafael lança agora A Paródia. “A caricatura ao serviço da tristeza pública” diz ele. Será que eu sou um Povo triste?
Mas não desanimemos que o Rafael continua a trabalhar. Olha lá vai ele para o Porto. Desta vez tem a seu cargo a decoração dos Fenianos para os festejos de Carnaval.
Não o largo desde que chegou. Não lhe fizeram bem os ares do Norte. Não sei o que tem. Desde o dia 29 de Janeiro de 1905 que adormeceu. Descansa amigo que eu cá vou continuando. Daqui a cinco anos vem a República. Um dia irei contar-te. Essa e outras histórias que me ensinaste a viver.
Tá na hora de partir
pois não posso cá ficar.
Quando de mim precisarem
estou em qualquer lugar.
2. Responda às perguntas conforme o texto.
- Já identificou o autor do texto? Se é assim diga então que é.
- Qual é a importância do manguito ou banana?
- Quem é esse tal Rafael? Explique-o brevemente.
- A que fábrica se faz referência no texto?
- Quem são os «tipos característicos da nossa sociedade»? Assinale pelo menos três e explique-os brevemente.
3. Sabemos do péssimo resultado da «história das “velhas amizades”». Assim sendo, identifique o contexto histórico em que se desenvolve o texto.
4. Explique o sentido da frase: A caricatura ao serviço da tristeza pública.
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1NB - O Galo de Barcelos

1. Leia o texto com atenção.
Ao cruzeiro setecentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico de Barcelos, está associada uma curiosa lenda:
"...Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não ter descoberto o autor. Certo dia, apareceu um Galego que se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha sido encontrado o criminoso. As autoridades condais resolveram prênde-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época , e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o havia condenado a tal destino. A autorização foi-lhe concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos . O galego reafirmou a sua inocência , e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando «É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem», perante gargalhadas e risos, não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível aconteceu. Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo ergueu-se na mesa e cantou! Após tal acontecimento mais ninguém duvidava da inocência do Peregrino. O Juiz correu à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz. Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago..."
2. Dê sinónimos das seguintes palavras e faça uma frase.
- Burgo.
- Crime.
- Crível.
- Juiz.
- Banquetear.
- Erguer.
- Lasso.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- Qual era causa do temor que abismava os barcelenses?
- Sabemos que o galego foi imediatamente apontado como suspeito. Porquê?
- Qual foi a punição atribuída ao galego?
- O que é que parecia impossível?
- Podemos inferir dentre o texto que o galego entendeu o juiz como sendo o seu salvador? Justifique.
4. Homófonas são as palavras que se pronunciam do mesmo modo embora a sua grafia seja diferente. No texto encontramos o vocábulo lasso que junto com laço faz parte do dito grupo. Procure agora mais palavras homófonas e indique o significado de cada uma.
5. Ao longo de todo o território português são inúmeras as lendas que se mantém vivas ainda hoje. Refira pelo menos cinco lendas e explique-as brevemente.
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1NA - O Mago morreu há 15 anos

1. Leia o texto com atenção.
Perfeccionista, metódico, determinado, persistente e individualista - estes eram alguns dos traços do carácter do brasileiro, um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1 e um verdadeiro mago sob chuva ou em qualificação.
Conhecido como Beco em família, Harry durante o seu percurso nas categorias de promoção na Grã-Bretanha, ou simplesmente Mágico no "Grande Circo" da Fórmula 1, nasceu em Santana, no estado de São Paulo, em 21 de Março de 1960 e morreu em Imola, Itália, a 01 de Maio de 1994, aos 34 anos. Faz sexta-feira 15 anos, uma falha mecânica - a ruptura da coluna da direcção - lançou o seu Williams-Renault contra um muro de betão na curva Tamburello do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, na sétima volta do Grande Prémio de São Marino, terceira prova do Campeonato do Mundo.
Campeão do Mundo em 1988, 1990 e 1991, rolava a cerca de 310 km/h e a colisão violenta foi inevitável. Com graves lesões cerebrais, provocadas pela perfuração do crânio por um tirante da suspensão, acabaria por ser declarado morto pouco depois de dar entrada no hospital Maggiore, em Bolonha. Este foi um dos fins-de-semana mais trágicos da história de Fórmula 1: cerca de 25 horas antes tinha morrido o austríaco Roland Ratzenberger, que aos 31 anos disputava o seu terceiro Grande Prémio, quando o seu Simtek-Ford embateu a 315 km/h contra um muro de betão na curva Villeneuve, após perder uma parte da asa dianteira.
Sexta-feira, na primeira sessão de qualificação, o Jordan-Hart de Rubens Barrichello descolou na Variante Baixa, a cerca de 200 km/h, embateu nas redes de protecção e capotou três vezes, deixando o piloto brasileiro inconsciente e impedido de alinhar na corrida, devido aos ferimentos sofridos, entre os quais uma fractura no nariz. Mas a corrida também começou mal, pois na largada o português Pedro Lamy não conseguiu evitar que o seu Lotus-Mugen Honda embatesse violentamente na traseira do Benetton-Ford do finlandês J.J. Lehto, que ficara parado, e a colisão lançou uma roda para as bancadas, o que provocou ferimentos em quatro pessoas. Este acidente ditou a entrada em pista do "safety car", que controlou o ritmo do pelotão até à sexta volta, pelo que Senna realizava a sua primeira volta lançada quando se despistou. Mais tarde, perto do final da corrida, o drama voltou a acontecer, mas desta vez nas "boxes": depois de reabastecer e trocar de pneus, o italiano Michelle Alboreto preparava-se para regressar à pista, quando se soltou uma roda do seu Minardi-Ford, num incidente de que resultaram ferimentos em três mecânicos da Ferrari e num da Lotus.
O dramático Grande Prémio de São Marino de 1994 marcou uma viragem histórica na Fórmula 1, pois não só obrigou a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a alterar de forma radical as regras de segurança, como acabou por ser o momento da sucessão entre o piloto brasileiro e Michael Schumacher.
Se acabava de perder o único campeão mundial do plantel, a Fórmula 1 assistia ao início da glória do mais titulado piloto de sempre: o alemão, então na Benetton-Ford, alcançou em Imola a terceira das duas quatro vitórias consecutivas na abertura da época, lançando-se em definitivo para a conquista do primeiro dos seus sete Mundiais. Já no final da carreira, Schumacher, que então foi muito criticado por ter celebrado no pódio o triunfo em Imola, ainda foi a tempo de retirar a Senna o seu mais emblemático recorde, ao totalizar 68 "pole positions" contra as 65 do brasileiro, que assim é segundo nesta estatística. No entanto, 15 anos após a sua morte, este piloto, que disputou 162 Grandes Prémios desde a sua estreia na Fórmula 1, em 1984 com um Toleman-Hart, ainda tem vários registos notáveis: é o terceiro piloto com mais vitórias (41), pódios (80) e pontos (614), sempre atrás de Schumacher e do francês Alain Prost.
Em 01 de Maio de 1994, o "mágico" da chuva, que alcançou a sua primeira vitória na Fórmula 1 no Grande Prémio de Portugal de 1985, num autódromo do Estoril completamente alagado, deixou Schumacher sem adversário à altura: "O Rei morreu, viva o Rei".
Fonte: http://dn.sapo.pt/desporto (adaptado)
2. Que personagem se esconde no texto?
3. Defina as seguintes palavras.
- Betão.
- Alinhar.
- Alagado.
4. “Pole positions” e “boxes” sao alguns estrangeirismos adoptados pela língua portuguesa. Dê exemplos de mais estrangeirismos diferenciando os que tenham sofrido alguma alteração para se adaptarem à norma portuguesa e os que não.
5. Conhece mais “magos” do desporto? Assinale pelo menos 6 desportistas da lusofonia que muito se tenham destacado nas suas carreiras e explique brevemente o seu percurso profissional.
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domingo, 26 de abril de 2009

Uma Junta de Salvação Nacional

Lisboa, 26 de Abril de 1974
À 1.30 da madrugada foram apresentados ao país, pela RTP, os membros da Junta de Salvação Nacional:
-General António de Spínola (presidente)
- Capitão-de-fragata António de Alba Rosa Coutinho.
- Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo.
- General Francisco da Costa Gomes.
- General Jaime Silvério Marques.
- Coronel da Força Aérea Carlos Galvão de Melo.
- General da Força Aérea Diogo Neto.
A Constituição da Junta é motivo de surpresa nos meios políticos. Porque preside o General António de Spínola e não o General Costa Gomes, que era o chefe da organização militar de que Spínola foi apenas vice-chefe? Como foi possível que o General Jaime Silvério Marques, cuja detenção militar tinha sido ordenada pelos chefes da revolução, passe da prisão para o Governo?
A presença de Galvão de Melo e do General Neto revela a preocupação de formar uma Junta sem sinal de esquerda ou de direita, critério fundamental de António de Spínola. Mas é possível fazer revoluções sem norte político? É esta a pergunta que os observadores atentos fazem.
In Diário da História de Portugal de J. H. Sariva e M.L. Guerra. Pág.175
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sábado, 25 de abril de 2009

A revolução que se esperava

Lisboa, 25 de Abril 1974
0.30 → A Rádio Renascença transmite a canção Grândola, Vila Morena, da autoria de José Afonso. É o sinal para o início da revolução.
0.30 – 3.00 → Grupos de militares ocupam o Aeroporto, Rádio Clube Português, Banco de Portugal, Emissora Nacional, Rádiotelevisao Portuguesa e Rádio Marconi. Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, Caçadores 5 e Cavalaria 7 concentram-se na Praça do Comércio.
4.20 → O Movimento das Forças Armadas emite o seu primeiro comunicado através do Rádio Clube Português.
7.20 → As Forças Armadas instalam um posto de comando na RTP.
10.15 → Um avião com pára-quedistas sobrevoa o Terreiro do Paço. As ruas Augusta, Da Prata e Do Ouro são barricadas.
2.30 → Uma força blindada, sob o comando do Capitão Salgueiro Maia, posta-se diante da porta do quartel da GNR no Carmo, onde se encontrava o presidente do Conselho e alguns membros do Governo. Comandos da GNR tentam alcançar o Carmo.
15.00 → Salgueiro Maia apela à rendição do Carmo. Aumenta a concentração de populares.
18.00 → O General Spínola chega ao Carmo e recebe a rendição do Prof. Marcello Caetano, que não desejava “deixar cair o poder na rua”.
19.20 → O Prof. Marcello Caetano sai do quartel do Carmo, numa viatura blindada. É conduzido, com os ministros Dr. Moreira Baptista, Rui Patrício e Silva Pinto, para o quartel do Regimento de Engenharia Nº1, na Pontinha.
In Diário da História de Portugal de J. H. Sariva e M.L. Guerra. Pág.174
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os últimos dias do regime

21 de Abril de 1974
- Intensifica-se a preparação do golpe militar.
- O posto de comando do MFA instala-se no Quartel do Reguimento de Engenharia Nº 1 na Pontinha.

22 de Abril de 1974
- Escolhen-se as senhas da revolução: E depois do Adeus (canção de Paulo de Carvalho, vencedora do Festival da Canção) e Grândola, Vila Morena de José Afonso.

24 de Abril de 1974 – 22.55
- O Rádio Clube Português passa E depois do Adeus.

In Diário da História de Portugal de J. H. Sariva e M.L. Guerra. Pág.174
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25 de Abril na EOI




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terça-feira, 31 de março de 2009

1NB - Borda d'Água


1. Leia o texto com atenção.
HÁ 80 ANOS A PREVER O DIA SEGUINTE
'Borda d'Água'. O almanaque fundado em 1929 está congelado no tempo - é impresso numa tipografia tradicional e mantém a mesma linha editorial de há oito décadas. Tem tudo para estar condenado, mas demonstrou que a lei da probabilidade é um falhanço. Há cada vez mais leitores
Nasceu no início da Grande Depressão, em 1929, atravessou de uma ponta à outra o regime salazarista, chegou à democracia e promete, este ano, ultrapassar a pior crise económica das últimas décadas. Há 80 anos que o Borda d'Água ensina ciência, mezinhas e outras sabedorias populares. Pode vir a Internet, a televisão por cabo, as enciclopédias digitais ou qualquer outra tecnologia de ponta que o "Velho da Cartola"continua igual a si próprio. "É uma tradição que se cumpre de geração para geração e que abarca leitores de todos os estratos sociais", conta Narcisa Fernandes, sócia-gerente da Minerva, a editora que fundou e publica o almanaque.
O Borda d'Água não vai atrás ou à frente do progresso. Não precisa. Há cada vez mais adeptos, que querem saber quando plantar batatas, podar a vinha ou colher rabanetes. O caderno de papel reciclado é um best-seller - a edição de 2009 já vendeu 340 mil exemplares e na oficina da editorial Minerva, em Lisboa, as rotativas continuam a imprimir outras largas centenas de cópias que vão chegar nos próximos dias aos quiosques e aos vendedores de rua.
Os leitores separam as páginas com um canivete ou um corta-papéis à espera de encontrar sempre o mesmo - conhecer antecipadamente os dias de sol e de chuva ou ter em primeira mão as previsões para a agricultura. Por mais que possa ser complicado ver o futuro em tempos de mudança, o Bordad'Água oferece previsibilidade a troco de 1,50 euros. Não há aquecimento global ou qualquer outra mudança climática com força suficiente para derrotar o almanaque. Por mais surpreendente que seja o dia seguinte, o "reportório útil a toda a gente" está em cima do acontecimento.
"No Inverno de 2007, conseguimos prever o tempo seco e quente e, no ano passado, antecipámos as chuvas torrenciais do Outono", explica Célia Cadete, directora do Borda d'Água. O Observatório Astronómico da Ajuda tem uma quota parte do mérito, mas não explica tudo: "São uns pozinhos mágicos que temos." Célia prefere não revelar o segredo, embora ofereça algumas pistas: "Basta saber ler os sinais da natureza."
São dotes usados no Borda d'Água desde os anos 60, altura em que Artur Campos, funcionário da Minerva, passou pela direcção da revista: "Apesar de ter apenas a instrução primária, conseguia determinar com bastante rigor qual o estado do tempo para o ano inteiro", diz Narcisa. Perdia noites de olhos postos no céu a contar as estrelas e a fazer cálculos matemáticos: "Ao longo de 50 anos fez as previsões atmosféricas que deram credibilidade à nossa revista."
A reputação do Borda d'Água é ainda hoje reconhecida por milhares de leitores, o que poderá ser um suspiro de alívio para quem está à espera de um ano ainda mais difícil do que o último. O almanaque de 2009 desdiz as previsões de crise e até contraria o pessimismo do Presidente Cavaco Silva, que na mensagem de Ano Novo alertou para os maus tempos que se avizinham para os agricultores.
Os prognósticos do Borda d'Água são outros. "Haverá abundância de trigo e de outros alimentos; a carne e o peixe não vão faltar. O vinho, esse, será em abundância e de mui boa qualidade." Quem tem, afinal, razão? A única certeza é que os presidentes mudam e o Borda d'Água está para ficar.
2. Encontre dentre o texto as palavras definidas.
- Calendário que contém os dias do ano, festas, feriados, luas, etc.
- Erro, acção de não acertar.
- Remédio caseiro.
- Pequena navalha com a folha estreita para aguçar lápis, etc.
- Dom natural, merecimento, prenda de espírito, formosura.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- O que tem o Borda d'Água para estar condenado?
- Lendo o Borda d'Água podemos aprender sobre...
- Quais os factores que ainda não conseguiram alterar o Velho da Cartola?
- Podemos afirmar que o almanaque é uma publicação moderna e futurista? Justifique.
- O que é que procuram os leitores do Borda d’Água?
- Que fenómenos climatéricos de importância antecipou recentemente o almanaque?
- Que metodologia utiliza o Sr. Artur Campos para fazer as previsões?
- Quais são os prognósticos do Borda d'Água para o anos corrente?
4. Redija um texto com a previsão do tempo para o dia de amanhã em todo o território continental e ilhas.
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2ºA - O achamento do Brasil

1. Leia o texto com atenção.
SENHOR, posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que se ora nesta navegação achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que para o bem contar e falar o saiba pior que todos fazer. Mas tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual, bem certo, creia que por afremosentar nem afear haja aqui de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer e os pilotos devem ter esse cuidado. E, portanto, Senhor, do que hei-de falar começo e digo que a partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achámos entre as Canárias, mais perto da Grã Canária. E ali andámos todo aquele dia, em calma, à vista delas, obra de três ou quatro léguas.
E domingo, 22 do dito mês, às 10 horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas do Cabo Verde, isto é, da ilha de S. Nicolau, segundo dito de Pêro Escolar, piloto.
E a noute seguinte, à segunda-feira, quando lhe amanheceu, se perdeu da frota Vasco d'Ataíde, com a sua nau, sem aí haver tempo forte nem contrairo para poder ser. Fez o capitão suas diligências para o achar, a umas e a outras partes, e não apareceu mais.
Terça-feira, 21 de Abril de 1500. Sinais de terra
E assim seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até terça-feira d'oitavas de Páscoa, que foram 21 dias d'Abril, que topámos alguns sinais de terra, sendo da dita ilha, segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas, os quais eram muita quantidade d'ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho e assim outras, a que também chamam rabo d'asno.
Quarta-feira, 22 de Abril
E à quarta-feira seguinte, pela manhã, topámos aves, a que chamam fura-buchos. E neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra, isto é, primeiramente d'um grande monte, mui alto e redondo, e d'outras serras mais baixas a sul dele e de terra chã com grandes arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra a Terra de Vera Cruz.
Quinta-feira, 23 de Abril
Mandou lançar o prumo, acharam 25 braças, e, ao sol-posto, obra de 6 léguas de terra, surgimos âncoras em 19 braças; ancoragem limpa. Ali ficámos toda aquela noute. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos direitos à terra e os navios pequenos diante, indo por 17, 16, 15, 14, 13, 12, 10 e 9 braças até meia légua de terra, onde todos lançámos âncoras em direito da boca dum rio. E chegaríamos a esta ancoragem às 10 horas, pouco mais ou menos.
E dali houvemos vista d'homens, que andavam pela praia, de 7 ou 8, segundo os navios pequenos disseram, por chegarem primeiro. Ali lançámos os batéis e esquifes fora e vieram logo todos os capitães das naus a esta nau do capitão-mor e ali falaram. E o capitão mandou no batel, em terra, Nicolau Coelho, para ver aquele rio. E, tanto que ele começou para lá d'ir, acudiram pela praia homens, quando dous, quando três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, eram ali 18 ou 20 homens, pardos, todos nus, sem nenhuma cousa que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos e suas setas. Vinham todos rijos para o batel e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pusessem os arcos; e eles os puseram.
Ali não poude deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho, que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe deu um sombreiro de penas d'aves, compridas, com uma copazinha pequena de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem parecer d'aljaveira, as quais peças creio que o capitão manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder deles haver mais fala, por azo do ma.
2. Defina os seguintes termos.
- Singradura.
- Botelho.
- Esquife.
- Braça.
- Aljaveira/algibeira.
- Conta.
- Prumo.
3. O texto é um excerto de um documento quinhentista. Identifique o dito documento, o contexto em que apareceu assim como a sua importância e o autor.
4. Responda às perguntas conforme o texto.
- A quem vai dirigida a missiva?
- Segundo o autor, é ele a pessoa mais indicada para redigir o documento? Justifique.
- Podemos afirmar que o texto “afremosenta” ou “afeia” a realidade encontrada pelos portugueses?
- Que sinal alertou os portugueses da proximidade da terra?
- Portugueses e índios não se entenderam no seu primeiro encontro. Porquê?
5. O fura-buxo é uma ave aquática autóctone do Brasil cujo nome em espanhol é fardarela de Kerguelen. Indique dez aves autóctones do Portugal continental, ilhas, ou PALOPS e dê a tradução para o espanhol.
6. O texto acima dá conta do achamento do Brasil desde a perspectiva portuguesa. Redija um breve texto noticioso onde descreva a chegada dos portugueses ao Brasil, mas, agora, desde a perspectiva dos índios.
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1ºA - Cachaça

1. Leia o texto com atenção.
A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção através da fermentação de vários tipos de álcool entre eles o etílico, é uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História. Os primeiros relatos sobre a fermentação vêm dos egípcios antigos que curavam várias moléstias inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado. Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente (Al Kuhu). A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade. A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano.
São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada. No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.
Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira. Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.
Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.
Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.
A descoberta de ouro nas Minas Gerais traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.
Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.
Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755. Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte. Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.
Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.
No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado. Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade. Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.
Fonte: www.museudacachaca.com.br (adaptado)
2. Encontre dentre o texto as palavras definidas.
- Vaso metálico onde se serve água para o chá.
- Aumentar o calor.
- Espécie de vasilha oblonga, onde se põe água ou comida para o gado.
- Moinho de cana. Fábrica de açúcar.
- Lançar um imposto sobre.
- Escolha, seleção.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- De onde provem a cana de açúcar?
- Na antiguidade, os produtos destilados eram utilizados para...
- Que acontecimento histórico ajudou na divulgação da bebida espirituosa chamada de Eau de Vie?
- Como se elabora o Cauim?
- A comercialização da cachaça esteve interdita. Qual foi o motivo para isso?
- Depois de proibido o comercio da cachaça, este é restituído e aproveitada a sua tributação. Porquê?
- Quem foram os Inconfidentes?
- Em que consistiu a Conjuração Mineira?
4. A cachaça é a bebida nacional do Brasil daí que até se tenham especificado umas normas de utilização. São as que se seguem, mas deve colocá-las ordeiramente. Por exemplo: Primeiro bebê, segundo pagá, terceiro...
-Cuspí, voltá, curá ressaca, levantá, drumí, ripití, caí e saí.
5. Redija um texto intitulado: Dar de beber à dor, é o melhor?
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Água de unto

Ingredientes para quatro pessoas
- 1 talhadinha de unto (cerca de 50 g).
- Fatias de pão de centeio (cerca de 200 g).
- Água e sal.
Confecção
- Corta-se a talhadinha de unto e rija-se (derrete-se) numa frigideira.
- Tem-se ao lume uma panela com água a ferver, dentro da qual se deita o unto derretido.
- Tempera-se com sal.
- Têm-se as malgas preparadas com o pão de centeio cortado em fatias e enchem-se com o caldo.
- Também se podem escalfar ovos na água do unto a ferver.
- Nesse caso, escalfa-se 1 ovo por pessoa e põe-se sobre o pão antes de se deitar o caldo na malga.
NOTA: Unto é a gordura que se encontra entre o soventre e o peritoneu. Em Trás-os-Montes, esta gordura é amassada, enrolada e moldada em bola; esta bola é envolvida na pele de unto (tiés) e depois de atada é pendurada no fumeiro. O soventre é o mesmo que entremeada [carne gorda da barriga que serve para fazer rojões e que se encontra agarrada à pele (couro ou couracho) e do outro lado do unto].
Esta sopa é usada nesta zona como pequeno almoço dos que no Inverno se ocupam quer da lavoura quer do pastoreio.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

1NB - Freixo de Espada à Cinta


1.Leia o texto com atenção.
A origem da Vila de Freixo de Espada à Cinta perde-se nas brumas dos tempos estando a sua fundação e toponímia encobertas pela nebelina que sempre envolvem as lendas. Todavia vários historiadores afirmam que os Narbassos, povo ibérico pré-romano mencionado por Ptolomeu, habitavam toda esta zona da Península, pressupondo-se assim a existência desta povoação anterior à fundação do Reino de Portugal. São muitas as versões e as lendas sobre a origem do topónimo Freixo de Espada à Cinta. De todas elas se deduz algo em comum: uma Espada na Cinta de um Freixo. Não há dúvida de que a palavra Freixo é a designação de uma árvore, que deriva da palavra latina “Fraxinus”, e quanto ao resto entramos no domínio das lendas e do fantástico que à força de se repetirem durante tanto tempo guardamo-las como verdades quase indesmentíveis. São as seguintes versões que de alguma forma tentam explicar a origem deste topónimo:
Uma das lendas reza que esta vila foi fundada por um fidalgo de apelido “Feijão”, falecido em 977, primo de S. Rosendo, e como por armas no seu brasão figurariam um freixo com uma espada cintada, a vila tomou daí o seu nome. Outra refere ter sido um nobre godo chamado «Espadacinta» que após uma batalha com os árabes nas margens do Douro e chegado a este lugar se sentou a descansar à sombra de um enorme freixo, onde pendurou a sua espada, perpetuando-se o nome à povoação que um pouco mais tarde se começou a formar: Freixo de Espadacinta. Dizem ainda que El-Rei D. Dinis, estando muito fatigado das guerras que mantinha com o seu filho bastardo, Afonso Sanches, e de passagem por esta terra deitou-se a descansar à sombra de um freixo, onde cravou o seu cinturão com a majestosa espada. Adormecendo e embalado pela brisa suave que batia nas folhas da possante árvore sonhou que o espírito do freixo lhe traçava as directrizes mais sábias e correctas para o futuro do reino de Portugal. Quando o rei acordou deste revigorante descanso, decretou que a vila se passasse a chamar Freixo de Espada à Cinta.
O que é certo é que ainda hoje, junto à Igreja Matriz e torre heptagonal que nos ficou do extinto castelo medieval, existe um velho freixo venerado e estimado pelo povo, por o considerar o mesmo destas lendas.
2. Defina os seguintes termos e faça uma frase com cada um.
- Freixo.
- Brasão.
- Pendurar.
- Embalado.
- Possante.
- Indesmentível.
- Revigorante.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- Que povo habitava a zona antes da dominação romana?
- Donde vem a palavra freixo?
- El-Rei D. Dinis deitou-se a descansar à sombra do freixo. Porquê?
- Onde podemos encontrar o freixo destas lendas?
- Quantas versões sobre a origem do topónimo aparecem no texto? Identifique-as.
4. Em português, as palavras cuja terminação é -gem, são femininas. Dê cinco exemplos de palavras com esta característica e redija uma frase com cada uma delas.
5. Procure informação sobre esta localidade e redija um texto (+100 palavras) intitulado: O meu fim-de-semana em Freixo de Espada à Cinta.
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2NA - As panelas do castelo


1. Leia o texto com atenção.
LENDA DO FERRONHO E DOS CASTELARES
Diz a lenda que no sítio do Castelo Ferronho e nos Castelares existem panelas de ouro, de prata e de peste, enterradas no local onde primeiro bate o sol ao raiar da manhã de S. Miguel. Ninguém se atreve a revolver a terra, dado que «morrerá meio-mundo», se chegam a descobrir-se.
Conta-se que um sonhador de tesouros, um tal Albano, após três noites visionárias, se pôs a escavar intensamente em determinada e certa direcção. Quando as suas escavações o conduzem até próximo das panelas, ouviu ruídos infernais e uma voz cavernosa e terrificante diz-lhe: «Pára imediatamente, nem mais uma cavadela. Se chegas à nossa vista morrerás fulminado, tu e meio mundo, com a onda de peste que rebentará como um vulcão.» Aturdido e amedrontado alterou-se-lhe o ritmo da respiração, sacudiram-no imagens lúgubres, ensanguentadas, medonhas. Com os cabelos em pé, tremuras por todo o corpo e suores frios, fugiu a sete pés e teve morte a curto prazo mergulhado em loucura. Até aos nossos dias não houve quem mais tentasse esta ousadia.
O Castelo Ferronho e os Castelares eram atalaias ou esculcas do castelo principal que existia em Freixo. No Ferronho, que vigiava o poente, e a que já o foral outorgado a Freixo por D. Afonso Henriques se referia designando-o por “Ferronium”, ainda hoje se podem observar vestígios de muralhas.

2. Defina os seguintes termos ou expressões e faça frases exemplificatórias.
- Cavadela.
- Ensanguentada.
- Fugir a sete pés.
- Tremura.
- Esculcas.
3. Responda com verdadeiro ou falso conforme o texto.
- As panelas do Castelo Ferrolho só podem ser encontradas no alvorecer duma manhã de Junho.
- Se as panelas não são descobertas a tempo haverá consequências terríveis para a metade da humanidade.
- O tal Albano descobriu o sitio certo graças a uns sonos que teve.
- O Albano não se mostrou valeroso naquela situação.
- O Albano morreu pouco tempo depois daquela aventura.
- Muitos têm sido os destemidos que têm repetido a façanha do Albano.
- O foral da vila foi otorgado por D. Afonso Henriques no século IX.
4. Redija um texto noticioso dando conta do achamento das panelas de ouro, prata e peste enterradas no Castelo Ferronho.
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1NA - Carnaval Fluminense


1. Leia o texto com atenção.
Com a chegada do ano novo, as escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo começam a trabalhar a todo vapor. As rainhas de bateria de cada uma delas, grandes estrelas dos desfiles que acontecem no final do mês de Fevereiro, começam a se preparar. A rotina nos últimos meses foi intensa: horas de malhação para agüentar o percurso da avenida. Este ano, algumas conhecidas do público vão mostrar todo o gingado na avenida e competir para ver quem ganha mais destaque. Na capital fluminense, essa disputa é acirrada. Algumas veteranas, como Viviane Araújo, Luma de Oliveira, Luísa Brunet e Gracyanne Barbosa vão competir com outras que não estão tão acostumadas em mostrar o samba no pé, entre elas Paola Oliveira e Juliana Almeida, que tem a árdua tarefa de substituir Juliana Paes.
Quitéria Chagas é a primeira musa a entrar na avenida no domingo do dia 22 de Fevereiro. Ela desfila pela Império Serrano, escola para quem samba à frente da bateria há quatro anos. Em 2009, ela tem ainda mais responsabilidade: deve manter a agremiação no grupo especial.
Natália Guimarães e Paola Oliveira dividem um desafio semelhante: apesar de já terem desfilado, elas terão que mostrar que chegaram para ficar quando surgirem na avenida. Para isso, andam se dedicando bastante com horas de musculação e aulas de dança. Nos ensaios, elas também não deixam de marcar presença. Natália será a rainha da Vila Isabel, enquanto Paola substitui Grazi Massafera na Grande Rio. Vale ressaltar que a atriz já tinha passado um ano trabalhando o corpo para seu papel no filme Entre Lençóis, em que aparece nua diversas vezes.
Depois de estrear em 2008 como rainha de bateria, Thtiana Pagung agora assume a missão novamente com os ritmistas da Mocidade Independente de Padre Miguel. Não menos importante, Raíssa Oliveira, que começou a desfilar aos 13 anos, repete seu papel pela Beija-Flor, a eterna favorita do Carnaval carioca.
Algumas figurinhas carimbadas do Carnaval também retornam este ano. Adriane Galisteu já tinha provado que entende de agito e repete seu papel à frente da bateria da Unidos da Tijuca. Viviane Araújo também não traiu a bandeira e volta pela Salgueiro. Segundo rumores, ela prepara ainda uma coreografia especial para se diferenciar das outras. Luma de Oliveira e Luísa Brunet, voltam à Sapucaí pela Portela - após uma substituição polêmica - e Imperatriz Leopoldinense, respectivamente. Na Mangueira, Gracyanne Barbosa rebate as críticas ao desfilar, novamente, como rainha de bateria. Em 2008, más línguas disseram que ela havia comprado o posto.
Resta saber agora, qual das beldades levará, junto com a agremiação, o título do Carnaval carioca de 2009.
2. Defina os seguintes termos ou expressões e redija uma frase exemplificadora.
- Trabalhar a todo vapor.
- Malhação.
- Gingado.
- Acirrada.
- Agreminação.
- Figurinhas carimbadas.
- Beldade.
3. Responda às perguntas conforme o texto.
- Quem são as grandes figurinhas carimbadas do Carnaval do Rio de Janeiro?
- Podemos afirmar que a preparação das baterias é extremamente singela?
- Quitéria Chagas é a rainha da Império Serrano. Desde quando?
4. Redija um texto (90-125 palavras) dando conta do que faria se tivesse a oportunidade de viajar ao Rio de Janeiro por ocasião do Carnaval.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vale mais uma imagem...

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É de caras

Falar das relações ibéricas nos últimos tempos é sinónimo de TGV, Plataforma Logística, maternidades, invasão económica ou inclusão do português/espanhol no currículo escolar. E eis que a agenda de cooperação luso-espanhola abrange – e felizmente que assim é – todo um leque de questões que, à partida, visam a manutenção e a melhora daquilo que se tem denominado cooperação transfronteiriça. Todavia, neste contexto de grande partilha de interesses e procura de um bem-estar comum, emerge, dentre os mais recônditos esconderijos que a fronteira ainda alberga, aquela velha lengalenga das assimetrias informativas. Ou melhor, que os media portugueses dedicam boa parte do seu espaço televisivo, radiofónico ou editorial às peripécias de “nuestros hermanos” enquanto, da parte espanhola, pouca ou nenhuma atenção se dá ao que acontece a “nuestros vecinos” doutro lado da raia.
Porém, algo está a mudar.
Longe de congressos, cimeiras ou debates peninsulares ao mais alto nível um novo olhar se estende pela pele de toiro. Um novo – e em muitos casos o primeiro – olhar à cultura portuguesa. Pois, para além dos consagrados embaixadores lusos, Mariza, Maria de Medeiros, Dulce Pontes ou até o próprio Quim Barreiros – lembremos aqui que A Cabritinha passa até no Carrusel Deportivo da SER –, outros novos e muito mais humildes diplomatas ganham terreno nos espaços informativos espanhóis.
OS FORCADOS
«Impresionantes pegas de los Forcados de Santa Eulália», «Los forcados Amadores de Santa Eulália realizaron dos extraordinarias pegas al tercero y al quinto» são alguns dos cabeçalhos que podemos ler hoje na imprensa especializada e não só. Porque o que se viu ontem no Coliseu de Atarfe (Granada) – em corrida televisionada pelo Canal Sur Andaluzia – não ficará, com certeza, nos anais da tauromaquia, mas sim na retina daqueles que tiveram a felicidade de o ver. Duas grandes pegas de caras protagonizadas pelo Grupo de Forcados Amadores de Santa Eulália, que empolgaram um público cansado dessa monótona festa brava de “charanga y pandereta” que dizia Machado. Duas grandes pegas que reflectem o espírito de entreajuda e abnegação duns jovens anónimos, de vidas simples que, de vez em quando, se juntam para pegar toiros em virtude de um não-sei-quê que alguns chamam amizade. Pois como alguém já disse: um grupo de forcados é, antes de mais, um grupo de amigos.
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